O veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais. Isso vale para a alimentação, o vestuário ou qualquer outra finalidade. Na prática, a dieta vegana é baseada em vegetais, livre de carnes, laticínios, ovos e mel. Além disso, dentro desse estilo de vida, a pessoa abre mão de utilizar itens com couro e qualquer produto testado em animais.

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A dieta vegana é saudável

Na versão mais recente do Guia Alimentar para a População Brasileira, de 2014, o Ministério da Saúde deixa claro que produtos de origem animal podem ser prejudiciais à saúde e certamente são ruins para o meio ambiente.
Ainda que a indicação para que as pessoas consumam carnes, ovos e laticínios permaneça, é sugerido que isso aconteça com cada vez menos frequência. Tudo porque, ainda que sejam boas fontes nutricionais, quando consumidos em excesso, produtos de origem animal podem contribuir para problemas como obesidade, cardiopatias e outras doenças crônicas.
De acordo com a Vegan Society, uma instituição inglesa que é a mais antiga do mundo na área de veganismo, ao contrário do que muita gente pensa, quem adota a dieta vegana come muito bem e de forma variada. Afinal, existem centenas de alimentos naturalmente veganos como arroz, feijão, legumes, hortaliças, castanhas, frutas – todos facilmente encontrados na nossa rotina.
Uma análise da Universidade de Florência, na Itália, comparou a saúde de pessoas vegetarianas e veganas com a de pessoas onívoras (que são aqueles que comem de tudo). A conclusão foi que a alimentação de base vegetal ajuda a diminuir a incidência de câncer e problemas no coração. No caso do câncer, os estudiosos dizem que o risco de incidência da doença diminui em até 15% com a dieta vegana e 8% com a vegetariana.

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Como adotar a dieta vegana?

Como toda mudança que envolve hábitos diários, a questão do tempo deve ser considerada. Adotar a dieta vegana não precisa acontecer da noite para o dia: é algo que deve vir sempre com conhecimento de causa. Quanto mais você puder se informar sobre os propósitos veganos (que não envolvem só a alimentação, vale reforçar), mais fácil pode ser a transição.
Pensando em padrão alimentar, a mudança pode variar de acordo com os hábitos de cada um. Uma pessoa que vive dentro de um padrão saudável, equilibrado, e tem o hábito de comer alimentos mais nutritivos pode não ter tanto problema para excluir produtos de origem animal. Pode, ainda, correr menos risco de sofrer com deficiências nutricionais, por exemplo.
Aliás, a carência nutricional é um ponto polêmico quando se fala em aderir à dieta vegana. Afinal, o organismo pode sofrer prejuízos se ficar sem produtos de origem animal?
Se a gente pensar em proteínas, minerais e algumas vitaminas, não, porque são nutrientes encontrados também nos alimentos vegetais. Mas existe uma exceção: a vitamina B12 só é encontrada em alimentos de origem animal e tem a sua importância no bom funcionamento do organismo. Nesse caso, há recomendação de suplementação com acompanhamento de um profissional da saúde.
Sobre carências nutricionais, os especialistas do Ministério da Saúde chamam a atenção para o fato de que existem pessoas que se alimentam de tudo e, ainda assim, apresentam grande déficit. Então, não é o fato de retirar certos alimentos que vai trazer prejuízos.
Como tudo que diz respeito à saúde, a individualização é fundamental. Assim, conversar com um nutricionista para que exista uma adequação mais segura da dieta vegana à sua alimentação é sempre interessante.

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5 dicas simples para se iniciar na dieta vegana

1. Em todas as suas refeições, busque saciedade aumentando a ingestão de legumes, frutas e grãos;
2. Determine dias alternados da semana para consumir carnes, ovos, leites e derivados, diminuindo a ingestão aos poucos;
3. Aprenda a cozinhar e procure novas formas de preparações de receitas que fazem parte da sua rotina. O hambúrguer de carne, por exemplo, pode ser feito com leguminosas;
4. Leite de vaca e seus derivados podem ser substituídos por produtos vegetais como leite de arroz, de amêndoas, de coco;
5. Os alimentos vegetais mais ricos em proteínas são: cogumelos, leguminosas (feijões, grão-de-bico, ervilha, lentilha, amendoim), oleaginosas como castanhas, nozes e amêndoas, por exemplo.

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